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Início / A Instituição

História, Missão e Valores

História

A povoação de Azurara só se constituiu como paróquia em meados do século XV, quando em 1457 se autonomizou da paróquia de São Salvador de Pindelo. Nos anos seguintes, devido ao incremento do comércio marítimo na região costeira do Minho, as povoações de Vila do Conde e Azurara conheceram um crescimento económico, urbano e social sem precedentes.

À semelhança do que aconteceu por todo o reino ao longo do século XVI, estas duas povoações viram crescer no seu meio urbano as Misericórdias, irmandades de caráter assistencial, com estatutos a nível nacional, que habitualmente se afirmavam como o mais poderoso grupo urbano em todas as cidades e vilas em que eram fundadas.

A Misericórdia de Azurara foi fundada em meados do século XVI, e autorizada por carta régia de D. Sebastião, escolhendo para sua sede a capela pertencente à Confraria de Nosso Senhor dos Passos, que devido às suas reduzidas dimensões foi então ampliada pela irmandade, sendo a traça também transformada.

Cerca de 1604 o piloto Francisco Gonçalves Vila Chã e sua mulher mandaram construir, a expensas próprias, uma nova capela-mor, onde mais tarde seriam sepultados em campa rasa. Para além desta obra, legaram à irmandade a casa para o hospital, dotando-o com rendas para permitir o funcionamento do mesmo.

De dimensões reduzidas, o templo da Misericórdia de Azurara possui planimetria longitudinal, composta pela justaposição dos volumes da nave e da capela-mor, de secção retangular. A igreja apresenta uma fachada eclética, que combina elementos de diferentes campanhas de obras. Mantém alguns elementos seiscentistas de modelo chão, como o portal principal e a estrutura vertical da fachada, que no século XX foi revestida a azulejos. O conjunto é rematado em empena e lateralmente foi edificada a torre sineira, com porta, que interiormente se prolonga pela nave.

O interior, embora muito alterado por campanhas decorativas realizadas nos séculos XVIII e XIX, denuncia o modelo quinhentista do tempo. De nave única, o espaço é coberto por abóbada de nervuras, atualmente pintada. Possui cinco altares, e junto à capela-mor foram edificados dois púlpitos em talha dourada oitocentista. Na mesma campanha decorativa foram ainda executados a sanefa do arco que abre para a capela-mor, os altares colaterais e o retábulo-mor. Catarina Oliveira (IPPAR/2005)

Principiou por Irmandade dos Passos, cuja capela foi depois reformada e ampliada. A Misericórdia de Azurara foi instituída por Alvará Régio de 20 de abril de 1566. Serviu-se do primeiro compromisso da Misericórdia de Lisboa de 1516, para o que foi autorizada por El-Rei D. Sebastião, em 30 de julho de 1577. Estes e muitos outros documentos encontram-se em bom estado no seu cartório.

Em 1612 os seus estatutos foram tirados novamente do compromisso novo da Misericórdia do Porto, confirmados por Alvará Régio, de 30 de março, do mesmo ano.

Existia também nesta Igreja a Confraria dos Clérigos da Maia, Azurara, Vila do Conde e Marinhas, instituída em 1642 e finda em 30 de julho de 1792. O extinto Hospital de S. João Evangelista teve a sua inauguração em 16 de setembro de 1855, foi fundado pelo major de milícias, João Ferreira Tinoco. No Salão Nobre da Irmandade exibem-se os retratos a óleo deste e outros ilustres Benfeitores Azurarenses.

Do arquivo da Misericórdia consta, todavia, a existência de outro hospital anterior. Na capela-mor da igreja, jaz o benfeitor Francisco Gonçalves Vila-Chã, piloto, que mandou fazer a dita capela em 1604, a qual foi reconstruída e ampliada em 1814. Na capela lateral, «do Crucificado», jaz outro benfeitor, o capitão Manuel Lopes Nauzinha, Cavaleiro da Ordem de Cristo, em sepultura de mármore, brasonada.

Atualmente desenvolvemos a atividade de apoio à infância no equipamento «Jardim-Escola — Misericórdia de Azurara», com as respostas sociais de Creche e Pré-Escolar, além de outros apoios na área social a famílias carenciadas.

Visão

Ambicionamos ser uma referência no âmbito dos serviços prestados, aumentando a satisfação dos nossos utentes e encarregados de educação e adequando as respostas sociais às necessidades da comunidade, de forma sustentável.

Missão

Praticar as 14 Obras de Misericórdia, interiorizadas e interpretadas à luz da moderna doutrina social da Igreja, dando resposta às necessidades emergentes das crianças, das suas famílias e da comunidade em geral.

Valores

  • Dignidade e tolerância, na aceitação e no respeito pela individualidade;
  • Respeito, entre todas as partes interessadas;
  • Confidencialidade, na informação e nos serviços prestados;
  • Autonomia, na valorização das capacidades individuais;
  • Imparcialidade, na promoção da igualdade de oportunidades;
  • Inclusão, na comunidade e nas respostas da organização;
  • Solidariedade, na prestação dos serviços e nas relações profissionais.